quinta-feira, 28 de junho de 2012

Memorando Brasil e Portugal

Semana passada os dois países assinaram um acordo dito basicamente assim: "Um dos argumentos importantes na negociação foi, precisamente, o facto das boas práticas de comércio internacional, apontarem para o princípio de confiança na fiscalização na origem. O acordo prevê também cooperação técnica para uma futura adesão do Brasil ao Comité Oleícola Internacional”, acrescentou Miguel Guedes. Me perguntam muito o porque disso... Tentarei explicar de uma forma não muito cansativa e bem direta. Com medo de azeites falsificados e fraudes em sua produção, o Brasil fiscaliza todos os produtos que entram aqui, mesmo que eles tenham em mãos um documento dizendo que o produto é original e com garantia de qualidade. Como esse processo de análise demora muito tempo e atrasaria a importação de nosso maior "fornecedor de azeite", Portugal, esse acordo visa a "confiança" do Brasil na análise dos azeites portugueses. Minha opinião pessoal, acho que deveriam confiar em outros países também, mesmo que eles tenham uma importação menor...mas talvez confiar demais também possa abrir portas para a entrada de produtos de origem duvidosa...É, temos muito o que repensar e cuidar... Complicado, burocrático e muito delicado esse assunto, mas acho esse um passo importante. O Brasil está entendendo a importância do consumo desse produto e que sua qualidade deve ser mantida em respeito ao consumidor.