domingo, 30 de agosto de 2009

Pôr-do-sol


Sentada com meu cachorro só vendo o pôr-do-sol, percebo que não precisamos de muita coisa para ser feliz e apreciar um final de dia.
Basta um cachorro, um vinho e um petisco regado com muito azeite, lógico.
Imagino as pessoas que não se contentam com coisas simples e fáceis. Que precisam de provas de conquistas.
Apreciar um pôr-do-sol.
Apreciar uma boa comida e uma boa bebida.
Curtir a família e os bichinhos ao nosso redor.
Um bom vinho, uma boa companhia e um bom azeite. O que mais precisa para uma noite?
Antigos romanos já se alegravam com essas festas em homenagem a Bacco, Deus da bebida e da comida, com banquetes que duravam até quatro dias.
Comiam e descansavam sob oliveiras.
Árvore essa que ao entardecer, com os raios solares sobre suas folhas, a torna prateada, tornando suas plantações em um ‘mar prata’.
Árvore símbolo de muitas histórias e resistente após muitas guerras e crises.
Árvores que dizem, forma o motivo da Deusa Atenas ter ganho a cidade em seu nome, com uma disputa entre ela e o Deus Poseidon.
Ele que deu uma fonte de água salgada, e ela que deu uma oliveira, árvore que nos dá frutos, sombra, madeira e combustível.
Árvore considerada imortal por alguns, com seus galhos e troncos torcidos.
Laura Reinas

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Vinhos e azeites


Tantas coisas para serem faladas, mas a primeira é sem dúvida uma curiosidade pouco conhecida.
O vinho e o azeite, junto com a farinha, são um dos poucos alimentos inalterados há milênios.
Desde seus surgimentos até os dias de hoje, são usadas as mesmas técnicas de produção e plantação, sendo ajudadas nesse ciclo de uma forma externa, somente pelas máquinas.
A combinação desses três alimentos é fantástica.
Quem nunca se deliciou com uma massa ao dente, regada com um fio de azeite e uma taça de vinho de acompanhamento, deve fazer isso o mais rápido possível. É um dos prazeres da vida gastronômica, apreciado há tanto tempo pelos povos do mediterrâneo.
Sempre que possível tento fazer uma combinação entre vinhos e azeites.
E para isso, vale uma regra de ouro. Para um prato leve de sabor suave, um azeite frutado e pouco apimentado e um vinho suave que remeta a flores.
Para um prato com mais ‘corpo’ e sabores mais atenuados, um azeite mais apimentado e acido e o vinho mais forte e frutado.
Lembrar dessas regras é básico na hora de uma boa harmonia.
Suave com suave, e forte com forte.
Laura Reinas

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

como foi seu dia dos pais?

Um ótimo dia para mim.
Provei um azeite grego tão doce e suave, que sua harmonização com uma salada de verduras frescas e tomate já me contemplava.
Uma boa combinação de um azeite com um prato não só realça o aroma, mas também dá um toque de elegância, sentindo todos os sabores do alimento.
Essa harmonia do óleo ajuda em momentos prazerosos.
Ajudou também muitas civilizações em seu desenvolvimento e crescimento, e uma delas na Ilha de Creta, onde começou a difusão do óleo de oliva pela bacia do Mediterrâneo e local em que seus habitantes guardavam o óleo como ouro no Palácio de Cnosso (cidade de Creta, conhecida por prender o Minotauro em um labirinto).
Importante para o desenvolvimento de alguns povos, e importante para fortalecimento de laços.
Laura Reinas

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Simples


Como pode um simples aroma trazer tantas lembranças?
Ao provar certa vez um azeite espanhol da região de Madrid em minha sopa, lembrei de minha bisavó, famosa por seus doces, e com sua casa que cheirava a madeira e horta. Uma casa antiga no interior de São Paulo.
Passava algumas férias na casa dela com minha avó, e toda vez ela me fazia um bife que não provei mais igual, além de famosos docinhos de nata. Coisas de bisavó...
Aquele cheiro, tantas lembranças da minha infância.
Essa sensação de nostalgia que os aromas nos remete, faz parte da nossa vida. Perder isso seria como perder uma grande amiga.
E com tantas ocupações, não paramos nem para pensar que um simples fio de óleo de oliva em nossa sopa quente já traz uma sensação tão agradável de família e de calor.
Laura Reinas