terça-feira, 7 de julho de 2009

História da oliva


O azeite (ou óleo de oliva) acompanha a história do homem, e como a farinha e o vinho,são uns dos poucos alimentos inalterados há milênios.
O azeite pode ser considerado o melhor símbolo da civilização mediterrânea, por ser uma árvore que suporta condições adversas de clima e solo sendo consideradas imortais, tornando-se símbolo de abundância e glória.
É difícil dizer com precisão quando começou o culto pelo azeite, mas podemos afirmar que começou por volta de 5000 a.C. nas terras férteis que se estendem entre o rio Tigre e Eufrates.
A comercialização desde produto era feita através de navios velozes que eram carregados de vasos e sacos de pele de cabra, que eram direcionados principalmente para o Egito,onde os corpos eram, tradicionalmente, embalsamados com azeite.
Porém começou em Creta, a difusão do azeite pela bacia do Mediterrâneo, aonde foram
inventados os aparelhos de prensa de olivas, rústicos e de pedras.
A civilização cretense deve seu crescimento e riqueza no comércio ao óleo, que
era guardado como ouro nos no palácio de Cnosso, em seu depósito gigantesco, que mais tarde foi queimado pela alta capacidade de combustão do óleo.
Com 6000 anos as margens do mediterrâneo, foram introduzidas na península Ibérica pelos fenícios por volta do ano de 1050 a.C.
Dois séculos depois de Cristo, já era reconhecida a importância do óleo de oliva na
civilização, e depois de dois mil anos, não teve muita diferença em sua utilidade, perfumando a mesa de milhares de pessoas da China à Europa, e da
América do Sul à África.
Para entendermos porque a oliveira durou muitas gerações, diremos que o óleo
também era usado como combustível de lâmpadas, enquanto sua madeira somente
poderia ser usada como combustível nos altares de antigos deuses.
Contudo, após tantas guerras, destruição e abandono, muitas oliveiras morreram, e o azeite se torna um bem raríssimo e precioso, e como sua produção estava nas mãos de
pequenos produtores, esses não eram capazes de atender aos enormes pedidos, contribuindo para o fiasco e à doação de seus terrenos à sede apostólica e hospitais.
Começaram então a atender pedidos somente dos nobres, mas como os fazendeiros também
começaram a apreciar o ’líquido dos deuses’, começaram a produzir para eles mesmos também, já que consideravam falta de respeito desperdiçar sequer uma gota.
A partir do século I então, começa a ter novos incentivos à agricultura, tornando assim junto com ela, um grande símbolo do renascimento.


Laura Reinas