sexta-feira, 31 de julho de 2009

Também do outro lado do mundo.


Para um país com hábitos milenares como o Japão, inserir o óleo de oliva em seu cardápio parece uma coisa utópica, mesmo com enorme influência européia e americana nos últimos séculos.
Isso já acontece desde 1881, em Kobe, local aonde foi produzido o primeiro azeite e com o porto de onde saiu o primeiro navio com imigrantes para o Brasil.
Seu pico de produção foi somente nos anos 60. Mas depois, sua produção sofreu uma queda e hoje em dia existe apenas uma pequena produção na província de Okayama e outra na ilha de Shodo.
Porém os azeites locais perderam mercado e são produzidos atualmente em pequena escala que mal suprem o mercado interno.Isso ocorreu com o aumento das importações, apesar do mercado consumidor crescer quase oito vezes nos últimos 20 anos.
Mesmo com sua culinária basicamente formada de peixes e frutos marinhos, tem uma alimentação muito rica e nutritiva, que o torna propício para a adoção de óleo de oliva em alguns de seus pratos com influência mediterrânea.
Laura Reinas

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A oliva, o fruto.


A oliveira, tem um crescimento lento, podendo, nas condições mais favoráveis, gerar frutos ao fim de 5 anos após sua plantação,mas só com seu pleno crescimento após 20 anos.
Dos 35 aos 150 anos atravessa a sua maturidade e encontra-se em plena produção. Nessa fase, cada oliveira é capaz de produzir de 80 a 100 quilos de frutos por safra.
Depois dos 150 anos envelhece e o seu rendimento torna-se irregular.
A oliva, conhecida como azeitona também, é o fruto das oliveiras.
Esse fruto é riquíssimo em óleo comestível e pode ser ingerido de várias formas, tanto cru, como cozido ou em conserva.
Ele nasce com uma cor verde, e depois, conforme seu amadurecimento, passa por estágios de cor como castanho, vermelho e roxo até ficar preto.
As olivas podem ter dois destinos apos serem colhidas. Sabendo seu destino, podemos saber seu modo de colheita e sua fase de colheita.
Para as olivas de mesa, o ideal é a colheita manual, evitando assim certos ‘machucados’ nos frutos. E para o azeite, deve-se esperar a época certa por que assim apresentam maior percentual de óleo no fruto.
As olivas não muito maduras produzem óleo de melhor qualidade. Não são utilizadas em conservas e são mais difíceis de colher.
Já as mais maduras, são usadas para a mesa, principalmente em conservas.
As olivas de mesa se classificam em três categorias:
Olivas verdes:apresentam cor verde amarelada,e sao colhidas quando atingem seu tamanho ideal.
Olivas mistas:sao frutos colhidos durante a mudança de cor, antes da maturação completa.
Olivas pretas:frutos com maturação completa, com cor preta que deverá se manter inalterada com o processamento.
Logo após a colheita, as olivas passam por um processo de seleção, para serem retirados galhos, folhas e alguns frutos que não estão ideais para o consumo, separados por tamanho e tipo.
Para uma textura final ideal, o fruto deve estar com o amadurecimento na fase certa.
Apesar de ser benéfica para a saúde, a oliva é composta também por gordura, o que a torna muito calórica, sendo ideal consumi-la como aperitivo, ou usa-la como tempero de saladas, carnes e massas.

Laura Reinas

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Comprei o certo?



Uma pessoa no supermercado. Aquela prateleira cheia de opções de azeites, e a escolha: um azeite que lhe agrade visualmente e financeiramente.
Ela chega em casa, abre e sente o aroma. Nisso, surge em sua cabeça, será que comprei o certo?
Para essa dúvida muito comum, estou aqui para ajudar na compra um azeite de qualidade e proporcional às suas necessidades.
Escolha entre um azeite extra virgem ou um virgem.
Se quiser um extra virgem, que são mais ‘leves’ ao paladar, preste atenção na acidez, que deve ser de 0,8%, enquanto o virgem não deve superar 2%.
Mas se aquela garrafa transparente, mostrando toda a cor verde-dourada do azeite te chamar a atenção, pense duas vezes. Prefira os vidros escuros, pois o sol ajuda o azeite a oxidar mais rápido, perdendo suas qualidades e características.
Fuja do ’anúncio’ de primeira prensagem, ou prensagem a frio. Afinal, os azeites são prensados a frio e obtidos na primeira prensagem, tornando assim, a informação redundante.
Compre uma embalagem que tenha a quantidade ideal para ser consumido em um mês, após esse período, ele perde suas qualidades e aromas específicos.
Vai uma dica importante, a regra do custo-benefício vale na hora da compra. Normalmente um azeite muito barato não é puro e não sofreu o processo adequado de engarrafamento e extração. Já o mais caro teve todo o cuidado merecido.
Só não ache que só porque é o mais caro do mundo, também é o melhor do mundo. O azeite, como qualquer outro alimento, tem sabores e tipos diferentes. Basta escolher aquele que te agrade.
Laura Reinas

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Turquia,e o azeite cultural.




País que chama a atenção por sua ‘ocidentalização’ e beleza natural com uma paisagem singular e combinações de influências culturais diversas, além de praias paradisíacas e nascentes dos rios Tigre e Eufrates.

É um país de antiga tradição oléica: primeiro os bizantinos, e depois os seljúcidas e otomanos os grandes protetores da oliva e divulgadores de seu consumo. Por isso não é coincidência que o país com maior história na Bacia Mediterrânea, seja também um dos mais importantes na produção e consumo.

O país é um grande importador para países como Japão, Federação Russa e diversos países da América. E países como Itália e Espanha também compram muito de seus produtos, para serem misturados em seus países e vendidos como azeites ‘tipo espanhol’ e ‘tipo italiano’.

Muito importante também por ser usado também em um tipo de luta tradicional do país, chamada de yagli gures (literalmente ‘luta azeitada’, como tradução),existente à mais de 4 mil anos, e são realizadas em junho-julho na cidade histórica de Edirne ou Adrianópolis. Essa luta tem um fundo religioso/espiritual, por isso, num gesto de demonstração de equilíbrio e respeito mútuo, os lutadores besuntam o corpo com o óleo para demonstrar harmonia entre a matéria e o espírito.

Laura Reinas

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sim, nós temos azeite!

Seguindo a lógica de que na Argentina e no Chile a produção de azeite é de qualidade, por que não no Brasil?

Produtores de azeite brasileiro carregam uma grande tarefa ao cultivar uma grande fazenda de oliveiras na Serra da Mantiqueira, divisa com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com suas mudas adaptadas às condições climáticas, que não são muito favoráveis fora da região mediterrânea.

Embora a primeira colheita tenha sido frustrada, por causa das chuvas de granizo que ocorrem na região, a expectativa ainda é grande de que um dia ainda produzam com qualidade e em grande escala como em países europeus como Portugal e Espanha, exemplos de sucesso e tradição na produção desse grande fruto.

Esse passo para a produção de azeite nacional pode ajudar também em nossa economia, diminuindo a dependência de importação e ajudando na agricultura.

Agora é só torcer para tudo dar certo e quem sabe não viramos referência internacional também com azeites?

Laura Reinas

terça-feira, 7 de julho de 2009

Benefícios do óleo



Usado antigamente como remédio, símbolo sacro, cosmético, combustível e principalmente alimento, o óleo de oliva mantém um mercado que agrada a ‘gregos e troianos’.

Além de lendas e fatos históricos, o óleo de oliva ganhou umlugar nas pesquisas científicas como alimento funcional por equilibrar os ácidos grassos e alguns componentes presentes que ajudam na estrutura e funcionamento do corpo todo.

E por ser retirado direto do fruto, e não da semente como
outros óleos, é uma grande fonte de vitaminas, minerais, antioxidantes e
gordura monoinsaturada, considerada neutra por ajudar a elevar o nível de
colesterol ‘bom’, o HDL, e ajudar a reduzir o colesterol ‘ruim’, o LDL.

É considerado o quarto alimenta mais importante do mundo atrás somente do trigo, arroz e açúcar, e é recomendado para todas as idades, desde crianças, considerado ótimo para o desenvolvimento e crescimento, até para adultos, ajudando nas funções metabólicas.


Laura Reinas

História da oliva


O azeite (ou óleo de oliva) acompanha a história do homem, e como a farinha e o vinho,são uns dos poucos alimentos inalterados há milênios.
O azeite pode ser considerado o melhor símbolo da civilização mediterrânea, por ser uma árvore que suporta condições adversas de clima e solo sendo consideradas imortais, tornando-se símbolo de abundância e glória.
É difícil dizer com precisão quando começou o culto pelo azeite, mas podemos afirmar que começou por volta de 5000 a.C. nas terras férteis que se estendem entre o rio Tigre e Eufrates.
A comercialização desde produto era feita através de navios velozes que eram carregados de vasos e sacos de pele de cabra, que eram direcionados principalmente para o Egito,onde os corpos eram, tradicionalmente, embalsamados com azeite.
Porém começou em Creta, a difusão do azeite pela bacia do Mediterrâneo, aonde foram
inventados os aparelhos de prensa de olivas, rústicos e de pedras.
A civilização cretense deve seu crescimento e riqueza no comércio ao óleo, que
era guardado como ouro nos no palácio de Cnosso, em seu depósito gigantesco, que mais tarde foi queimado pela alta capacidade de combustão do óleo.
Com 6000 anos as margens do mediterrâneo, foram introduzidas na península Ibérica pelos fenícios por volta do ano de 1050 a.C.
Dois séculos depois de Cristo, já era reconhecida a importância do óleo de oliva na
civilização, e depois de dois mil anos, não teve muita diferença em sua utilidade, perfumando a mesa de milhares de pessoas da China à Europa, e da
América do Sul à África.
Para entendermos porque a oliveira durou muitas gerações, diremos que o óleo
também era usado como combustível de lâmpadas, enquanto sua madeira somente
poderia ser usada como combustível nos altares de antigos deuses.
Contudo, após tantas guerras, destruição e abandono, muitas oliveiras morreram, e o azeite se torna um bem raríssimo e precioso, e como sua produção estava nas mãos de
pequenos produtores, esses não eram capazes de atender aos enormes pedidos, contribuindo para o fiasco e à doação de seus terrenos à sede apostólica e hospitais.
Começaram então a atender pedidos somente dos nobres, mas como os fazendeiros também
começaram a apreciar o ’líquido dos deuses’, começaram a produzir para eles mesmos também, já que consideravam falta de respeito desperdiçar sequer uma gota.
A partir do século I então, começa a ter novos incentivos à agricultura, tornando assim junto com ela, um grande símbolo do renascimento.


Laura Reinas

Minhas aulas



Conto um pouco sobre a importância desse liquido precioso, mostro a historia da trajetória da oliva pelo mundo, e como ela se ‘espalhou’ pelo mediterrâneo; explico o processo de plantio da oliva e da obtenção do azeite.

Como comprar um azeite de qualidade,suas qualidades e caracteristicas tipicas;Alem de ensinar o método de degustação e combinação com alimentos.

essa é minha programação de aulas:

AULA DEGUSTAÇÃO DE AZEITES ITALIANOS - NOITE

Duração: 04 horas
Data de início: 16/07/2009


AULA DEGUSTAÇÃO DE AZEITES PORTUGUESES - NOITE
Duração: 04 horas
Data de início: 30/07/2009


AULA DEGUSTAÇÃO DE AZEITES DO MUNDO - NOITE

Duração: 04 horas
Data de início: 18/08/2009


segue o link da escola que estou dando aulas no momento para inscrições e informações.

http://www.cegastronomia.com.br/index.php?c=ccurso&a=listar&tid=9